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A lenda do Violeiro Fantasma...


Reza a lenda que no norte de Minas, às margens do Rio Urucuia que foi tema do livro "Grande Sertão - Veredas" do consagrado escritor João Guimarães Rosa, nas noites de sexta-feira, próximo à meia-noite, um misterioso pirangueiro descia rio abaixo em sua canoa, ponteando sua viola em uma afinação desconhecida na região até então...

A população ribeirinha tratava de fechar as janelas de suas cabanas e se punham a rezar ao ouvir o ponteado daquela viola misteriosa... um ponteio diferente... um "toque" nunca antes ouvido que enchia aquele povo simples de pavor e admiração pois a viola sempre foi um instrumento típico do meio rural desde os tempos da colonização; Foi trazida de Portugal para o Brasil pelos primeiros colonizadores e Jesuítas que utilizavam seus acordes harmoniosos em cantigas de roda e cânticos religiosos... Não é à toa que até hoje ela é o instrumento tradicional da "folia de reis" no Sudeste, dos "desafios" entre repentistas no Nordeste e das polcas, guarâneas e raqueados do Centro-oeste... O violeiro de antigamente gosava de um certo "status" na sociedade daquela época, era convidado tanto para as festas religiosas como para os "desafios" e "arrasta-pés" do sertão... Mas naquela região do Urucuia algo de sobrenatural estava acontecendo...

Aquele "violeiro" não era deste mundo... ninguém em sã consciência desceria religiosamente nas noites de sexta-feira rio abaixo ponteando a viola naquela escuridão com tanta naturalidade e maestria... Logo boatos começaram a circular: o misterioso violeiro não era ninguém mais que o próprio "dito cujo", o "capiroto", o "tinhoso" em pessoa que descia rio abaixo à procura de violeiros com coragem suficiente para desafiá-lo... ou quem sabe à procura de moças desavisadas, apaixonados pelo ponteio da viola que até hoje "encanta" tanta gente...

E esse boato rendeu muitas "histórias e causos"... Mas o fato é que os violeiros daquela época remota acabaram "pegando de ouvido" aquela afinação e a batizaram de "afinação rio abaixo" ou "afinação do capeta" como alguns preferem... Em todas as regiões do Brasil, várias afinações foram criadas, algumas "alteradas" ou com diferentes nomes, mas nenhuma possui o "encanto e o mistério" da afinação rio abaixo. Junto com a afinação "cebolão" é uma das mais utilizadas por nossos violeiros e cantadores.

Fato curioso é que lá nos EUA muitos "guitar man" do velho "blues" americano afinam seus instrumentos (guitarras e violões) nesta afinação... E lá também não faltam histórias misteriosas como o suposto "pacto" do famoso Robert Johnson na encruzilhada... Mas isso é uma outra história...

fonte: sobrenatural.org

Ritmos que Embalam o São João


Eu vou mostrar pra vocês
como se dança o baião,
e quem quiser aprender
é só prestar atenção.

O baião é uma dança cantada, criação nordestina, resultante da fusão da dança africana com as danças dos nossos indígenas e a dos portugueses colonizadores, refletindo, na sua composição, o caldeamento dessas três raças. Anteriormente conhecido como baiano, do verbo baiar, forma popular de bailar, é uma variação rítmica do forró, geralmente entoada ao som da viola e de outros instrumentos, como a sanfona, o zabumba e o triângulo. A natureza do baião não sofreu transformação em outras regiões para onde migrou.

Essa modalidade de dança é formada dos seguintes passos: balanceio, passo de calcanhar, passo de ajoelhar e rodopio, em que damas — vestidas de chita, com babados, decotes ousados, mangas curtas e sandálias coloridas — e cavalheiros — com sandálias de couro cru, calça de brim claro e camisa comum — em pares, fazem a festa, ao som do agogô, do triângulo e da sanfona. A dança é executada com balanceios lascivos, rodopios, estalar de dedos e movimentos dos braços.
Xaxado é onomatopéia do rumor xa-xa-xa das alpercatas arrastadas no solo.

O xaxado é uma dança originária do sertão pernambucano, cujos movimentos acontecem em forma de círculos, onde os componentes se localizam um atrás do outro, levando o pé direito à frente num movimento ora ternário (três), ora quaternário (quatro) para as laterais, deslizando pelo salão num sapateado ligeiro.




Xote, maracatu e baião:
tudo isso eu trago no meu matolão.

O xote é considerado dança de salão com passos semelhantes aos da polca, que é executada ao som da sanfona nos bailes populares.




Sou um tirador de coco,
enfrento qualquer altura
com o meu rolinho de peia
amarrado na cintura.

O coco é uma dança típica das regiões praieiras e do sertão, sendo vivenciada no Norte e no Nordeste, especialmente em Alagoas por ser esse seu Estado de origem. Surgiu nos engenhos e percorreu um longo caminho até invadir os refinados salões burgueses. Recebeu uma grande influência africana e algumas marcações coreográficas dos bailados indígenas dos tupis da costa. O grupo é formado por instrumentos de percussão, bombos, ganzás ou caracaxás, pandeiros e cuícas.

Embora exista uma grande variedade de cocos, a sua coreografia e formação são básicas: uma roda de casais que cantam e dançam acompanhados pelas palmas, batidas dos pés ou tropel e pelos músicos. É também conhecido por pagode e samba e, em Pernambuco, como coco de roda. O mestre cantador, ou coqueiro, inicia a brincadeira puxando o canto com loas de improviso, os dançarinos formam a roda, respondendo ao refrão com palavras e com o sapateado típico.


Sabe quem eu sou?
Sabe quem sou eu?
Eu sou o forró.

Forró (do banto africano), forrobodó ou forrobodança significa festa, fartura de comes e bebes. Esse termo foi incorporado ao vocabulário nordestino desde o século XIX. É o maior sinônimo de São João no Nordeste. Essa palavra surgiu na imprensa, no Recife, em 1882, por Rodrigues de Carvalho e Pereira da Costa, e encaixada no Vocabulário Pernambucano com o significado de divertimento, pagodeira ou festança. As chamadas casas de forró surgiram, nos anos 1970, como local de entendimento dos migrantes nordestinos, e, assim, os festejos juninos foram tomando conta do Brasil. Hoje, o forró existe em todos os ritmos nordestinos e de outras regiões, o xote, o rojão, a dança de roda, o coco, o xaxado e o baião. O forró nordestino é nossa marca maior, uma espécie de identidade cultural brasileira.

O arrasta-pé é a marca do homem da roça, sofrido em seu pé-de-serra e durante muito tempo adormecido pela modernidade cultural. Hoje, revitalizado, glória que não se pode dar a outro, senão ao velho Lula, nosso Luiz Gonzaga, que soube tão perfeitamente cantar este Nordeste na sua língua e no manejo de seu povo.




Com a terminologia francesa, a quadrilha chegou ao Brasil: anavantur; anarrier; balancer, e, com a força da brasilidade, alguns termos foram aportuguesados, e outros, criados ou recriados: damas ao centro, é mentira, olha o túnel, olha a chuva, passeio, traveser de damas, traveser de cavalheiros, etc.

No âmbito dos festejos juninos, contamos também com a presença dos bacamarteiros, que fazem suas exibições de grande importância para o brilhantismo das comemorações juninas. Essas apresentações datam de mais de um século nas fazendas do Sertão e do Agreste pernambucanos, bem como na Paraíba e em Alagoas.

A diversão constitui-se de homens portando bacamartes, reiúnas e granadeiras que são carregadas com pólvora seca (sem projétil ou chumbo) e disparadas pelos aficionados sob as ordens de um comandante, homenageando santos padroeiros ou em cerimônias típicas e políticas.

A tradição passa de pai para filho e, na falta de um varão na família, a filha mais velha se engaja no batalhão, após o falecimento do pai, e continua a participação no grupo.

A grande motivação dessa festa é o prazer de deflagrar poderosas armas, normalmente sendo cópias de granadeiras que foram usadas na Guerra do Paraguai.



Fonte: construirnoticias.com

Origem das Festas Juninas


Origem da Festa Junina

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal)

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha....



Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas Juninas no Nordeste

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

Comidas típicas

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Fonte: suapesquisa.com




Violeiros...





Gente é hora de falar um pouco sobre a gente também né? Esse post é dedicado em especial a todos que fazem parte da família VIOLA CAIPIRA...


As modas caipiras e o sagrado nasceram juntos nesta terra-de-santa-cruz. Dizem os historiadores que a viola foi trazida para cá pelos jesuítas, o que de início já lhe confere a aura beatificada. Desde os tempos primevos, encontrou guarida naquela gente nova que se miscigenava pela santíssima trindade racial: o índio, o branco e o negro. Nasceu assim, o violeiro em sua mais completa tradução, que de cedo aprendeu a fazer das folias, dos catiras, dos fandangos, dos lundus, dos pagodes, das toadas, dos cururus e dos cateretês uma ópera sertaneja ao Divino, à Mãe do Salvador e aos Santos do cotidiano.




Eles não obedecem aos paradigmas de uma

afinação universal, ou aos ensinamentos

institucionálizados, às medidas sonoras

controladas por diapasão, como na música

estudada. Sobretudo, não repetem uma melodia

escrita, porém a música que conservam por tradição

oral, sujeita portanto a todas as contingências do

improviso.

Na estrutura melódica que serve de fundo aos

cantares dos violeiros existem sobrevivências

advindas do período medieval, época do movimento

trovadoresco europeu. Esse movimento surgiu na

França e teve duas ramificações, uma no norte e

outra no sul, com os Trouvères e os Troubadours,

respectivamente.

Como referencial teológico destas dramatizadas melodias o caboclo adotou a visão do catolicismo oficial. Por outro lado, no entanto, suas epifanias sonoro-dançantes incorporaram, aos poucos, uma religiosidade que não ficava dependente da explicação racional de padres ou especialistas da fé. Um dos exemplos clássicos dessa devoção é a fervorosa, doutrinária e popular oração cantada e socializada pelos cururueiros paulistas. Música que foi recolhida por Paulo Vanzolini e que hoje faz sucesso com a Orquestra Paulistana de Viola:

Este é o primeiro verso que nesta casa eu canto Já desponta a madrugada Padre , Filho, Espírito Santo Ora viva São Gonçalo (...) Este é o segundo verso Que nesta casa eu canto Já desponta a madrugada Padre, Filho, Espírito Santo Ora viva São Gonçalo(...)

Várias outras pérolas deste gênero de manifestação religiosa chegaram até nós e hoje fazem parte do nosso cantorio. A Bandeira do Divino e Cálix Bento, músicas de domínio público, eternizadas por Ivan Lins e Milton Nascimento, são apenas dois exemplos. Som rural da mais pura cepa!
Mas a moda do violeiro tem o toque do sagrado porque sagrada é a vida do caipira. Coisa que souberam retratar Cornélio Pires e Angelino de Oliveira, pioneiros das modas fonográficas, em cenas lítero-musicais históricas. Sagrado é o chão onde o Jeca-Tatu pisa. Sagrado é o seu jeito de ser. É neste cenário que o profano se santifica e o sagrado se profaniza. Ele canta a sua maneira de levar a vida. Expressa bem esta harmonia paradisíaca a música “Meu céu” dos mineiros Zé Mulato e Xavantinho:

Armo a rede na varanda afino minha viola Sabiá canta comigo mando a tristeza embora No lugar aonde eu moro solidão não me amola Quando eu faço um ponteado a cabocla cantarola Não é o céu conforme eu aprendi Mas se Deus achar por bem Pode me deixar aqui

O povo da roça não tem esta pressa de viver que nós temos. Um amigo ilustrou bem: “Nós trabalhamos para comprar o que precisamos para viver depressa. Eles vivem basicamente para fazer o que precisam para viver com calma”. Na roça, seguindo o ritmo das estações, do riozinho e do eterno ciclo da natureza, tudo é devagar. Como devagar também é que se envelhecem e enobrecem, no tempo, os bons vinhos. Como devagar também é que envelhecem e enobrecem, no mato, as boas madeiras com as quais meu se faz boas violas.


Fonte: overmundo.com






Campo Maior



Palco da Batalha do Jenipapo, Campo Maior tem um espaço mais do que merecido no portal da Viola...

Campo Maior é um município do estado doPiauí.

Sua culinária também é bastante apreciável. A "carne de sol" é prato obrigatório e marca registrada do município. Outras comidas típicas são a Paçoca e Maria Isabel, sendo que essas apresentam o uso da Carne de Sol na preparação da comida.

Foi nesse município que ocorreu a mais violenta e única batalha sangrenta pela Independência do Brasil, a Batalha do Jenipapo Esquecida historicamente, o 13 de março de 1823 teve papel decisivo para manter a unidade territorial do país. Consistiu na luta de vaqueiros, agricultores e outros trabalhadores contra as tropas do Marechal Fidié, que cumpria ordens do Rei de Portugal, D.João VI, para que o norte do Brasil permanecesse sob o domínio português. O povo do Piauí, lutava com facões e instrumentos de trabalho , não com armas. Perderam a batalha, mas não a guerra. Depois disso, Fidié, seguiu para o Maranhão, onde foi preso

Campo Maior completou no último dia 8 de agosto de 2010, 248 anos de emancipação política

A cidade caracteriza-se pela beleza dos campos, com a presença marcante da Carnaúba (Copernicia prunifera), a qual tornou a cidade conhecida como "Terra dos Carnaubais". O Açude Grande também apresenta destaque, encantando turistas que passam pela cidade. Outros pontos turísticos são a "Serra" de Santo Antônio, a Barragem dos Corredores, o Monumento aos Heróis do Jenipapo e a Catedral de Santo Antônio

O município de Campo Maior não possui grandes elevações e as planícies predominam na bacia sedimentar do Meio Norte, sendo sua baixada no rio Longá a de maior significação, onde há zonas intercaladas de "Cuestas" com chapadas de alitudes de 150 a 300 metros na parte Leste, em que ocorre surgimento da Serra de Santo Antônio e as elevações de acesso a Castelo do Piauí e Pedro II

Banhado pelos rios Longá, Jenipapo, Surubim, Titara e Fundo, que não são perenes, e os riachos Longazinho, Pontilhão, Jatobá, Angelim, Pintadas, Camaleão, Salubre e as lagoas de Búfalo, Sucurujá, Batoque, Arraial, Tuturumbá e Olaria, o município possui dezenas de açudes e barragens, destacando-se pela sua localização privilegiada o Açude Grande, no perímetro urbano, e as barragens do Emparedado, Bananeiras, Bolqueirão, Corredores, Formiga, Surumbi e Estrela, que podem reter considerável volume de água durante os períodos normais de chuvas.Merecem destaque, tantos por suas belezas quanto para recanto de lazer e banhos, as cachoeiras - quedas d'águas - no rio Foge Homem, na fazendo Pedras Negras, do Jatobá, no rio Jatobá, do Gavião e dos Pereiras, no lugar Buritizinho, Bica do Amarante, no lugar Frutica/Macacos, e finalmente as bicas e piscinas natirais existentes na Serra de Santo Antônio

Com formação de rochas do tipo "folhelhos" na formação Longá, a espressura variada que chega a atingir cerca de 150 metros, sofre um adelgaçamento para o sul, susceptível à erosão e acidez em grandes extensões. No subsolo há grandes reservas d'água e por isso Campo Maior já conta com mais de 300 poços perfurados e atendendo diversas comunidades e fazendas

Pela determinação do clima e solo, o município possui preponderantemente a sua vegetação concentrada no cerrado em transição para caatinga, vegetação rasteira com pouca predominância de árvores. Os campos limpos - as campinas - são características muito marcantes na região e ocupando extensas áreas afiguram-se ser adequadas a pecuária e à produção de cera, matéria-prima extraída das carnaubeiras nativas, uma das principais riquezas da microrregião de Campo Maior. Na região leste, entretanto, caracterizada por solos arenp-argilosos, de matas, encontram-se inúmeras variedades de árvores frondosas como o angico preto, branco, a candeia, a faveira, a gameleira, chapadeiro, mirindiba, oiticica, jatobá, pereiro, sapucaia, umurana, entre outras.

Sua economia está baseada principalmente na atividade comercial,agricultura, pecuária e extrativismo. Concentra também um dos maiores pólos religiosos do Nordeste, contando com a Catedral deSanto Antonio, que atrai turistas para os maiores festejosCatólicos do estado,além disso a cidade dispõe de um grande potencial caprino-ovinocultor notadamente advindo da adaptabilidade das raças às condições edafoclimáticas da região.



Fonte: Wikipédia